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Curiosidades e Variedades De Mãe pra Mãe

Transporte de Crianças no Carro. Amarra ele!

Nem deveria ser preciso dizer que não se deve ter mais crianças do que janelas no carro.Erma Bombeck.Semana passada, voltando da escolinha onde tinha acabado de pegar a Malu, tomei um susto que quase me fez bater o carro.
Olhei no retrovisor e lá estava a boneca em pé no meio do banco de trás, brincando/brigando com o irmão que estava na cadeirinha.
A filha da mãe (posso xingar, afinal, é minha mesmo) se soltou do cinto da cadeirinha onde estava e foi tomar um pouco da água do copo do irmão, como se fosse a coisa mais natural do mundo, enquanto eu estava no meio da Av. Aricanduva, com um ônibus do lado direito, um caminhão de transporte de combustível do lado esquerdo e um motoqueiro querendo passar por cima do teto do carro.

Tirando os comerciais da MTV e trocar fusíveis, não há coisa que eu tenha mais medo no mundo do que de acidente de transito.
Por isso sempre tomo todos os cuidados necessários e quando estou com eles, dirijo como se carregasse taças de cristais numa bandeja de prata em cima do painel frontal.
Na hora que vi ela em pé e os dois se pegando no banco de trás, imediatamente acionei o pisca alerta e entrei na primeira rua em que pudesse parar, para amarrar ela de novo. Dei um PICTHI, briguei, falei, expliquei e de lá pra cá, ela pede pra descer da cadeirinha até qdo o carro tá parado.
Mas quem garante que ela não vai soltar de novo?

Outro perreguengue que passei com ela foi voltando do aniversário da minha prima,a noite, estava eu no banco de trás do lado da cadeirinha dela, quando de repente vejo a porta do lado dela se abrindo.

Nós que estávamos acostumados com  carros de duas portas, havíamos esquecido de ativar a trava de proteção para crianças, para impedir a abertura das portas do lado de dentro do carro. Ainda bem que eu tava Ninja, na hora e não tinha nenhum motoqueiro passando do lado.

“As crianças com idade inferior a dez anos devem ser transportadas nos bancos traseiros em todas as vias do território nacional   

“É obrigatório o uso do cinto de segurança para condutor e passageiros em todas as vias do território nacional, salvo em situações regulamentadas pelo CONTRAN.” 1   

A legislação brasileira, entretanto, apesar de determinar que crianças menores de 10 anos sejam levadas no banco traseiro dos automóveis, não exige o uso de cadeiras infantis, assentos especiais para recém-nascidos, bancos de ajuste de altura para crianças de 04 a 10 anos ou qualquer outro tipo de dispositivo de retenção apropriado. 2   

Além disso, muitos pais desconhecem a importância de utilizar dispositivos de retenção no transporte das crianças, o que pode ser evidenciado pelo fato dos acidentes de trânsito serem a principal causa de morte na faixa etária de 01 a 14 anos no Brasil 3. Em contraste à essa realidade, o uso da cadeira infantil, quando instalada e usada corretamente, reduz os riscos de morte em 71% e a necessidade de hospitalização em 69%”   

Fonte: INMETRO

As cadeirinhas são importantes porque os cintos de segurança dos carros são projetados para pessoas com mais de 1,45 de altura e o ajuste adequado à altura da criança é feita através da cadeirinha.  E a gente ta cansada de saber que as cadeirinhas são proteção extra pra os tesouros,  notícias como as abaixo estão sempre aparecendo:

No site da ONG Criança Segura, mostra a Maneira adequada de transportar as crianças.

Como Transportar Crianças de até 1 ano de idade no carroComo Transportar crianças de até 1 ano de idade no carro Como transportar Crianças de 1 a 4 anos no carroComo transportar Crianças de 1 a 4 anos no carro
Como transportar crianças de 4 a 10 anos no carroComo transportar crianças de 4 a 10 anos no carro
Figura 1: Crianças de até 01 ano devem ser transportadas em cadeiras infantis, no meio do banco traseiro e de costas para a frente do veículo.    Figura 2: Crianças de 01 a 04 anos devem ser transportadas em cadeiras infantis de frente para o vidro dianteiro.    Figura 3: Crianças de 04 a 10 anos devem ser transportadas em assento infantil especial, presas com o cinto de segurança do veículo.   
  • O assento da figura 3, que não pode ser improvisado com almofadas ou outros objetos, eleva o tronco da criança para a posição adequada, proporcionando maior conforto e evitando perigo de estrangulamento.
  • É importante lembrar que crianças soltas no banco de trás estão sujeitas a riscos muito maiores de lesões graves e morte. Além disso, em um acidente, outros ocupantes do veículo também correm riscos. A título de ilustração, em uma freada brusca a 50Km/h, uma criança de 10kg, peso normal para uma criança de 1 ano de idade solta no banco de trás pode ser arremessada para a frente do carro com um peso correspondente a 250kg.
  • Crianças não estão seguras quando colocadas no colo de um adulto, mesmo no banco traseiro. Em caso de acidente, o adulto pode prensá-la contra o painel ou banco dianteiro, co m graves conseqüências.

Fonte: ONG Criança Segura www.criancasegura.org.br

 No Site da CET– Companhia de Engenharia de Tráfego – de São Paulo também tem algumas Dicas.

Nunca Transporte as Crianças:

no banco da frente, mesmo presas ao cinto;
no colo, ambos usando o mesmo cinto; 0
no banco de trás, SEM O CINTO DE SEGURANÇA;
em pé, entre os bancos dianteiros;
no compartimento de carga ou porta-malas;
em número maior que a capacidade nominal do veículo.
Ao transportá-las de uma dessas formas, você estará colocando em alto risco a vida das crianças e ainda estará sujeito a ser multado por falta gravíssima.  

Atenção!

Transporte as crianças no banco de trás e não esqueça de travar as portas e manter os vidros sempre fechados.
Procure entre as várias opções disponíveis nas lojas, o dispositivo que melhor atenda às necessidades para o transporte seguro de sua criança.
Dirigindo, não desvie sua atenção do trânsito para “cuidar” das crianças, voltando-se para o banco de trás. Se esse cuidado for inevitável, pare o veículo em local seguro.
Faça o embarque e desembarque das crianças somente do lado da calçada.

Você Sabia ?

…em caso de forte colisão, 10 quilos, peso normal para uma criança de 1 ano de idade, se transformam em 250 quilos arremessados na direção do painel ou contra os bancos dianteiros?
…mesmo com o cinto de segurança, um adulto transportando criança no colo, em caso de colisão frontal, pode prensá-la contra o painel ou banco? E neste caso, a criança ainda pode ser lançada para fora do veículo, com conseqüências gravíssimas.  

FONTE: CET-SP

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Papagaiando

_ “Num quidito Gôdi (apelido do Samuel)! Num faisi susera! Num qüento maisi limpa casa!”

Diz Maria Luiza para o Samuel, quando ele começa a sacudir a mamadeira no meio da sala e passar a mão nos respingos pelo chão.

Acho que preciso rever minhas broncas.

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Eu era feliz e não sabia.

Há uns dias atrás choraminguei aqui, sobre ter que mudar de emprego pra ganhar mais e passar mais tempo em casa.

Sabe o ditado do título, então, batata.

Apesar de fazer todo aquele sacrifício, todo dia qdo chegava em casa, via a falta que faço. E dessa vez não estou falando só das crianças.
Minha casa esta um caos. Além da sujeira, a desorganização. E não adianta eu pegar uma pessoa pra me ajudar, pq têm coisas que só EU posso fazer.Tenho certeza que vc leitora bem sabe como é.

Começo a pensar que a revolução feminina, não foi lá tão bom negócio assim. Não para as mulheres. Tá mais pra um contrato leonino, do que pra uma carta de libertação.

Nós, mulheres, mães, estudantes, que trabalham fora, ou não, temos que Fazer tudo que um homem faz e tudo isso de salto alto e maquiada.

Vou queimar meus sutiãs de amamentação em praça pública (Tão com os elasticos esgarçados mesmo).

Momento Desabafo. Passou.

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Chorar ou não Chorar. Eis a Questão.

Não sei vocês, mas eu fico realmente muito irritada com aquele choro de manha, pra chamar a atenção, ou simplesmente pra tentar receber algo em troca.
Isso inclusive é tema de estudos de vários pedagogos, psicólogos e entendidos em educação infantil que não tem filhos. Concordo que estudos sobre a educação de crianças ajudam os pais que geralmente se sentem perdidos a dar um rumo na educação das crianças, mas eu acho que nada supera a voz da experiência.

Quando consultei a minha mãe sobre o que fazer com os “pitis” da Maria Luiza, ela me ensinou algo que com certeza seria reprovado por qualquer entendido em educação que resolveu não ter filhos, ou deixou isso pra segundo plano na sua vida só os tendo depois dos 40. Ela falou: “ Se ela não ta com fome, ta trocada e ta querendo uma coisa absurda tipo brincar com um garfo, vc simplesmente deixa ela chorando e sai de perto”.

Eu achei meio cruel essa atitude e no inicio até tentei explicar, falar que não pode, que ela poderia se machucar, assim como manda qualquer um dos livros de auto-ajuda- para-pais-que-não-sabem-nem-por-onde-começar, que eu li, mas isso simplesmente não funcionava, sabe por quê? Porque ela berrava tão alto que simplesmente não me ouvia. E não é que a Dona Gorete tinha razão ( igualzinho qdo ela me mandava levar o guarda-chuva antes de sair de casa) 10 segundos depois o silencio imperava de novo no meu lar….

O choro sem motivo tinha ido embora, o que não é o caso do menininho abaixo.
Afinal, a historia de uma mãe que perde os filhos é realmente algo muito emocionante.


Eu é que chorei. De tanto rir….rs

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Xaxicha

Aaahhhhh!!! Que Linda!
A primeira quase palavra da minha filha com mais de três silabas merece um post !!!

Sim, pq que mãe babona seria eu sem registrar esse ilustre momento.
Ela fala várias quase palavras como babô (acabou) bubum (bumbum) aô (alô) côcô, sissi (xixi), mas com Três… Não é uma, não são duas, mas sim três sílabas inteirinhas, é a primeira.

Estava eu com o Samuel no colo sentada no sofá de minha sala e a Malu sentada no primeiro degrau da escada que dá pros quartos com suas panelinhas de plástico na mão, qdo ela vira pra mim do nada e fala “xaxicha?” Eu não sei bem se ela queria confirmação se era assim mesmo que falava, ou se estava perguntando se eu queria a Salsicha imaginaria que ela fazia no fogão do segundo degrau da escada, mas eu fiquei tão espantada que só dei risada e um beijo nela, depois disso ficou repetindo xaxicha pelo resto da tarde.

É incrível perceber como eles vão criando raciocínios mais complexos e espantoso quando se percebe que eles pensão por si só. Olha só, pra ela virar pra mim enquanto eu assistia o Vídeo Show e me perguntar “xaxicha?” significa que na cabecinha dela, ela cozinhava com aquela panelinha de plástico uma salsicha, num fogão imaginário e depois de pronto ainda me perguntava se eu queria. Não havia passado na televisão uma propaganda de Salsicha, ela já tinha almoçado então não estava com fome e eu não havia falado essa palavra, logo ela inventou isso sozinha.

Quando olho o Samuel com pouco mais de um mês e ela com 1 ano e meio, fico impressionada como a criança se desenvolve mesmo muito rápido nos primeiros três anos de vida, passando daquele serzinho inerte, que depende de você pra tudo para aquele ser pentelho que te oferece Salsicha de mentirinha as três da tarde.

Meu Deus como o tempo passa.

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E é ciúmes, ciúmes de você…

Hoje levei o Samuel e Maria Luiza no novo pediatra, porque graças ao meu querido plano de saúde, a medica deles, que era ótima, foi descredenciada. E eu, que como sempre ando mais dura que a ditadura, não tenho grana pra passar no particular, o que me obrigou a ter que ir atrás de um novo medico.
Encontrei um pertinho de casa e que tem bons horários, achei ele meio porção o Marcelo falou que é coisa da minha cabeça e que eu tô com preconceito pq ele é velho, mas me pareceu saber o que fala e me fez perguntas procedentes.

Como não estamos acostumados, ainda, a sair com os dois, levamos a minha sogra pra nos ajudar. Aí eu me pergunto, Pra que? A Malu deu o triplo do trabalho que já dá normalmente, chorou, esperneou, deu piti, resmungou, tudo porque estava com a vó por perto e sabe o grau de impunidade digno da Justiça Brasileira que isso traz a ela. É claro que eu, que já não ando com muita paciência, graças as minhas madrugadas Casas Bahia (de sonos parcelados) tive vontade, uma ou duas vezes de dar um belo puxão de orelha nela, ou aqueles beliscões que você dá escondido… sabe? Mas na mesma hora lembrava como era a sensação de se sentir destronada, afinal de contas eu também sou a irmã mais velha e é claro, só pra variar me senti culpada com a situação. Afinal aquele comportamento agressivo dela era sua maneira de demonstrar ciúmes do irmão mais novo.
Ela ganhou da minha mãe duas bonecas bebês que sempre ficaram no fundo da caixa de brinquedos, nunca ligou pra elas, mesmo com o meu esforço repetitivo pra que ela largasse a bola e os carrinhos e fosse brincar com coisas de menina, afinal como eu ia comprar Barbies pelo menos duas vezes por ano se ela não pegasse gosto pela coisa? Que desculpa eu ia usar pra passar duas horas no meio de prateleiras de bonecas? Mas desde que o Samuel chegou, essas duas bonecas não saem do colo dela e a acompanham em toda parte. Sempre bem quentinhas, enroladas na fralda/cheirinho dela. Alimentadas com a comidinha que tira com uma colher descartável (que aliás, faz parte do rol de brinquedos sem procedência que ela adora) de uma caneca da Hello Kitty. Fora o naná no colo com direito a cantoria e tudo.
Ela esta obviamente repetindo um comportamento meu. E isso me deixou em estado de choque.
Mesmo que na teoria eu já esteja careca de saber que “filhos repetem o comportamento dos pais” que ”os pais são espelhos pros filhos”,blá blá blá… Quando isso acontece debaixo do seu nariz é algo assustador. Ela deixou bem claro cuidando das bonecas como nenês que eu sou referencia, exemplo pra ela.
E com um ano e cinco meses minha filha me ensinou a primeira de muitas lições que eu sei que aprenderei com ela, eu como mãe sou responsável não só por mantê-la alimentada, trocada, vestida e bem de saúde, minha responsabilidade maior é mantê-la feliz e fazê-la se sentir amada.