Categorias
Curiosidades e Variedades

Mulherão: Feliz Dia das Mulheres

MulherãoNuma dessas muitas organizações que tenho feito na minha casa, pra ver se me organizo (com duplo sentido), encontrei uma pasta branca, que eu acho que não via desde os 16 anos. Nela, entre papéis, flores secas prensadas e bilhetinhos, encontrei um texto impresso que recebi por e-mail em 31/03/2000.
Há dez anos atrás esse texto não tinha muito sentido pra mim, mas sabe-se lá porque, eu o guardei. E agora ele é a definição do que eu penso e defino como uma grande mulher, um Mulherão. No e-mail que recebi diz que a autora é Martha Medeiros, jornalista e colunista do Jornal Zero Hora

MULHERÃO

Peça para um homem descrever um mulherão.
Ele imediatamente vai falar no tamanho dos seios, na medida da cintura, no volume dos lábios, nas pernas, bumbum e cor dos olhos. Ou vai dizer que mulherão tem que ser loira, 1,80m, siliconada, sorriso colgate.
Mulherões, dentro deste conceito, não existem muitas: Vera Fischer, Malu Mader, Letícia Spiller, Adriane Galisteu, Luma de Oliveira e Bruna Lombardi.
Agora pergunte para uma mulher o que ela considera um mulherão.
Aí, a gente descobre que tem uma em cada esquina, que tem um montão delas por aí.
Mulherão é aquela que pega dois ônibus para ir para o trabalho e mais dois para voltar, e quando chega em casa encontra um tanque lotado de roupa e uma família morta de fome.
Mulherão é aquela que vai de madrugada para fila garantir matrícula na escola e aquela aposentada que passa horas em pé na filado banco para buscar uma pensão de 100 reais.
Mulherão é a empresária que administra dezenas de funcionários de segunda a sexta-feira, e uma família todos os dias da semana.
Mulherão é quem volta do supermercado segurando várias sacolas depois de ter pesquisado preços e feito malabarismo com o orçamento.
Mulherão é aquela que se depila, que passa cremes, que se maquia, que faz dieta, que malha, que usa salto alto, meia-calça, ajeita o cabelo e se perfuma, mesmo sem nenhum convite para ser capa de revista.
Mulherão é quem leva os filhos na escola, busca os filhos na escola, leva os filhos na natação, busca os filhos na natação, leva os filhos para cama, conta histórias, dá um beijo e apaga a luz.
Mulherão é aquela mãe de adolescente que não dorme enquanto ele não chega, e que de manhã bem cedo já está de pé, esquentando o leite.
Mulherão é quem leciona em troca de um salário mínimo, quem faz serviços voluntários, é quem colhe uva, é quem opera pacientes, é quem lava roupa para fora, é quem bota a mesa, cozinha o feijão e à tarde trabalha atrás de um balcão.
Mulherão é que cria filhos sozinha, quem dá expediente de oito horas e enfrenta menopausa, TPM e menstruação.
Mulherão é quem sabe onde cada coisa está, o que cada filho sente e qual o melhor remédio para azia.
Mulherão é quem, se ainda sobrar um tempinho, espreme as espinhas do marido, arranca os pelos encravados da barba dele, tá sempre disposta a uma noite de amor.
Lumas, Brunas, Carlas, Luanas, Feiticeiras e Sheilas: mulheres notas 10 no quesito lindas de morrer, mas mulherão, mulherão mesmo, é aquela que mata um leão por dia, enquanto carrega pedras nos intervalos.

E aí Mulherãozada, O que vcs têm feito?

Categorias
De Mãe pra Mãe

Post para Gardânia

No meu novo ex-emprego. Estava trabalhando no call center do Einstein (Nada a ver comigo, mas, Empresa grande = meio periodo de trabalho+benefíciosSalário acabando no meio do mês), têm muitas grávidas.
Mas com uma em especial eu me identifiquei muito. Gardânia.

Não estranhe o no nome dela, dá uma olhada aqui no significado dele. Chique né? Fora que Gardênia (com E é o nome de uma flor). Bom, mas o que interessa é que quando a via chegando a tarde, com aquela cara de quem preferia limpar a escadaria da Sé com escova de dente a vir trabalhar, eu me via grávida da Maria Luiza.

Há + ou – dois anos atrás, eu estava na mesma situação. Inchada, manchada e principalmente de saco cheio. Na reta final da gravidez é comum o cansaço e a falta de paciencia, mas não é só disso que eu estou falando.
O que eu senti na minha 1ª gravidez, nem toda grávida sente (eu mesma, não senti tanto na 2ª, por exemplo) e por isso nem todo mundo entende e principalmente acha que é frescura. Eu estou falando de auto-estima, ou da falta dela, se preferir.

A tempestade de hormônios + a indisponibilidade momentânea de RTPE (Recursos Tecnológicos Para Embelezamento. Vi isso num blog e achei o máximo), faz com que nós vaidosas de plantão, reféns de chapinhas, dependentes químico-capilares e possuidoras de glândulas sebáceas suficientemente eficientes a ponto de fritar um pastel, tenhamos vontade de abrir um buraco no chão e se enfiar inteira nele. É impressionante, como só se dá falta da falta que faz uma tecnologia físico-quimica na vida da gente qdo não se pode usá-la. Tem médico que libera o uso de produtos, como tintura e descolorantes, mas o meu não queria nem que eu pintasse a unha antes das 28 semanas.

Mas como depois da tempestade sempre vem a bonança.

Depois de uns quatro meses que vc têm o neném (claro, que isso só vale se vc não for a maldita Cláudia Leitte que deu, na minha opinião, o pior exemplo jamais visto na face da Ego, aparecendo 20 dias depois de dar a luz com a barriga de fora. Momento desabafo) vc começa a se reconhecer no espelho.

Sabe aquela blusa não muito justa que vc adora, então, ela começa a passar da altura do ombro. dá pra arriscar alguns vestidos mais soltinhos . E se vc e meio pavoa, como essa que vos escreve, dá pra voltar a usar maquiagem leve, pq a oleosidade do rosto já melhorou bem. Agora, sejamos francas, a probabilidade de vc voltar à usar aquela calça que vc precisava ficar três dias sem almoçar pra entrar e de menos de 10%. Eu explico pq. Pq simplesmente agora vc é mãe.

Vc acaba de passa por uma tempestade hormonal capaz de derrubar um avião (com duplo sentido). Vc acaba de colocar um ser humano no mundo. E é cruel o que a mídia faz conosco mulheres normais. Voltar a boa forma depois da gravidez, não é impossivel. Impossivel é fazer isso em 1 mês sem gastar o metade do valor da futura faculdade do seu filho.

Por isso, se aceitar, aceitar sua nova rotina e seu novo corpo é o primeiro passo pra voltar a ter auto-estima.

Vou dar um exemplo pessoal, depois da Malu, eu ganhei seios maiores. E eu nunca gostei de peitão, sempre achei feio, desproporcional e até um pouco vulgar. E a minha realidade é a seguinte: Não tenho grana pra plástica (aliás não tenho nem emprego). E pra minha surpresa o digníssimo gamou. Então, ao invés de trocar as minhas blusas, deletar o decote da minha vida e passar o resto da minha pobreza reclamando “dos peitão”, fui numa loja e troquei todos os meus sutiãs por números maiores, onde eles ficaram mais bonitos. E me aceitei.

Acho até charmoso agora, o vulgar ficou feminino.

Categorias
De Mãe pra Mãe

Não perca seu tempo lendo esse post

Hoje entro no meu 26º ano de vida.

Segundo a propaganda de cosmético já preciso começar a cuidar dos sinais da idade, mesmo ainda brigando com espinhas. Se alguem quiser me presentear com um Renew creio que terei que aceitar.

A partir de agora, estou mais próxima dos 30 do que dos 20 e confesso que isso me assusta um pouco, quero fazer tanta coisa ainda e parece que o tempo corre no sentido contrário.
Quem é mais velho e está lendo deve tá pensando, “que besteira”, mas, toda idade tem seu prazer e sua dor, e tenho certeza que essa pessoa também já passou por aniversários marcantes, aqueles que te fazem repensar alguns conceitos e no que construiu até então. Não sei se é a gravidez e o vai e vem de hormônios ou se é simplesmente o tempo ocioso em casa esperando o nascimento do Samuel, mas esse é um desses pra mim.

Sei bem que quando entrar na casa dos trinta vou ter outro lapso desses e pensar “que besteira” quando tive isso aos 25 anos, mas isso não impede que eu tenha mesmo assim (e o blog é meu e eu escrevo o que quiser, pronto acabou. rs). Lembro que meu ultimo aniversario marcante foi aos 19 anos, quando tive a sensação de não ter feito muito de minha vida até então e por causa disso tentava me imaginar aos 25 anos e lembro de ter me estabelecido metas, entre elas estavam, terminar uma faculdade, comprar um carro e morar um tempo fora do país. Metas que vejo, hoje, que estavam um pouco pesadas, é muita coisa pra se fazer em 6 anos.
Dessas só cumpri a primeira. Porque fiz escolhas que me levaram a um caminho diferente e quando paro hoje pra pensar se as escolhas que fiz foram corretas ou não, não consigo ter uma resposta, se é que isso tem uma resposta (Quem sabe aos trinta…).
Afinal de contas me tornei uma pessoa bem diferente da que me imaginava, ao contrario da moça independente e sem amarras me tornei casada e mãe de praticamente dois filhos.
E quando essa noite em uma das minhas crises de falta de sono, irritação e sensibilidade à flor da pele, olho pro lado na cama e vejo a Malu me olhando, sorrindo pra mim com a chupeta na boca e pegando na minha mão pra dormir, eu que estava prestes a sentir alguma forma de arrependimento me senti tão agraciada por ter ela na minha vida, que me arrepender de alguma coisa é praticamente um crime.

A vida é feita de escolhas, não da pra ter tudo. (Isso, lógico, se vc não é a Claudia Leitte).
Como diria meu digníssimo, não da pra fazer uma omelete sem quebrar os ovos, não dá pra ter uma boa casa montada e um carro zero na garagem num prazo de poucos anos (trabalhando em meios licítos, é claro), não dá pra pagar uma faculdade e juntar grana pra viajar pra fora do país e não dá pra sair do país com 2 filhos pequenos, não dá pra ter 2 filhos sem uma estriazinha ou uma manchinha na pele se quer, a vida deixa marcas na gente, são marcas do que vivemos, como cicatrizes de uma guerra, uma guerra contra falta de tempo, de dinheiro e de reflexão sobre o que realmente importa na vida, que é o que se vive.

Chego hoje pensando que as trocas que fiz foram justas, se não foram melhores. Troquei noites de balada por um sorriso banguela às 2 da manha, roupas de marca por roupinhas com cheirinho de lavanda e namorados diversos por um beijo com bafo de chupeta.

Metas pra quando chegar na casa dos trinta?
Dessa vez não, dessa vez quero fazer apenas planos, quero ter um emprego melhor, com um salário melhor, quero viajar mais e quero que a primeira e segunda infância de meus filhos sejam raízes bem fortes pra que eles se tornem adultos saudáveis e felizes.
Acho que assim fica mais fácil.

 

#ignora #muitohormonio

Categorias
De Mãe pra Mãe

Coisas da Vida

O Texto abaixo é da jornalista Carmen Nascimento.
Foi publicado no Blog dela Coisas da Vida no dia, 19 de Abril de 2009.
Concordo em gênero, número e grau.

Amor de mãe
Nunca acreditei nessa história de amor à primeira vista. Acho que existe paixão à primeira vista, tesão à primeira vista, atração à primeira vista, simpatia à primeira vista. Amor é muito mais profundo e complexo e, na minha opinião, depende de você conhecer o objeto amado.Por isso mesmo, nunca acreditei também que toda mãe ame seu filho desde o momento do nascimento. Bom, depois de ser mãe, tenho certeza disso. Temos mania de idealizar as coisas e a maternidade é um prato cheio para isso. Acho que, quando um filho nasce, ficamos felizes pela realização de um desejo (ser mãe) e cuidamos dele com todo o empenho pela responsabilidade que temos por ter colocado um novo ser neste mundo — além, é claro, por causa dos nossos instintos biológicos. Mas o amor mesmo vai surgindo aos poucos, dia a dia, com cada sorriso, com a convivência entre mãe e filho.Agora que minha filha tem sete anos, posso dizer, sem exagero, que o amor que sinto por ela é infinitamente maior do que quando ela nasceu. Ver minha pequena crescendo, passando por cada etapa da vida do seu jeito particular, escutando suas observações tão engraçadas sobre as coisas do cotidiano, acompanhando o jeito que ela escolhe para dar conta dos problemas e questões do dia a dia, é que me faz ficar cada vez mais apaixonada por ela.E ela sempre me surpreende. Nesta semana, eu estava muito irritada por causa de alguns problemas domésticos que resolveram estourar ao mesmo tempo. Cheguei em casa à noite prestes a explodir e, ao ter mais um pepino para cuidar, não aguentei: tive uma crise de choro. De raiva pura. Minha pequena sempre me vê chorar — ela sabe que a mãe chora por qualquer coisa, até de alegria e felicidade. E acho bom que seja assim, porque nunca me esqueço do pavor que senti quando vi minha mãe chorar pela primeira vez, aos 15 anos de idade — achei que o mundo estava acabando.Como meu choro poderia ter qualquer razão, ela me perguntou por que eu estava chorando. Contei que era de raiva por causa de todos os problemas. Ela, então, me disse: “Mami, abraça esta boneca. Toda vez que choro, eu abraço ela e logo tudo passa e eu fico bem de novo.” Não tive como dizer não e peguei a boneca. E não é que a raiva e o choro foram embora rapidinho? Ela tinha toda a razão. É ou não é para me apaixonar por ela cada dia mais?

Bjos Carmen e vamos marcar pra comer uns brigadeiros.

Categorias
De Mãe pra Mãe Gravidez

A mágica do sabão branco

Mais um susto.

Sexta-feira, após chegar de uma consulta comecei a sentir dores no quadril e mais um pouco de perda de líquido, logo, mais uma visita ao Hospital. Enquanto esperava atendimento uma simpática moça mineira chegou, devia ter mais ou menos a minha idade uns 20 e poucos. Marinheira de primeira viagem estava preocupadíssima com o fato de estar perdendo líquido (as duas toalhas molhadas onde ela estava sentada que o digam) e não estar sentindo nenhuma dor. Ela me explicou com toda a sua sabedoria mineira que não sentia dores, porque uma tia que mora próximo dela, fez ela tomar banho e passar sabão branco na barriga de cima pra baixo que assim a dor ia embora e o bebê encontrava o caminho de ‘saída’ com mais facilidade.

Na hora achei engraçado e ri, mas depois, pensando no assunto, lembrei de algumas coisas que ouvi durante as minhas gravidezes e não é que algumas coisas dão certo mesmo, pelo menos comigo. Coisas como se enjoar de mais no começo da gravidez faz com que o bebê nasça cabeludo, gravidez de menino judia menos da mãe do que a de menina… e assim por diante. Tenho que concordar que algumas são pura besteira e venhamos e convenhamos bem exageradas, nem a pau vou ficar andando de quatro dentro de casa, por exemplo. Mas a da moela….

Bom, eu não duvido da sabedoria popular.
No creo em lãs brujas, mas que las hay, las hay.

As crendices ao lado foram tiradas do livro Medicina popular. CAMPOS, Eduardo

Clique na imagem para ampliar.

Categorias
Blog

Golpe da Barriga

“Brasileira deu “golpe da barriga” para conseguir visto, diz jornal suíço”, Folha de S. Paulo http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u506505.shtml
Só tenho uma coisa a questionar a respeito desse caso: Já pensou se o caso for real e ela realmente estava grávida?

Conheço pessoas de verdade que deram o “Golpe da Barriga”, das três que conheci, apenas uma vive bem com a pessoa até hoje. Nada que começa errado pode dar certo.
Minha opinião? Cada um usa o que tem pra conseguir o que quer, por isso não julgo essas mulheres frutas, ou as sub-celebridades BBBelísticas que entram e sai do programa só pensando em fazer foto pelada e desfilar no carnaval. Mas acho que tudo nessa vida tem um preço e um preço alto. Já pensou daqui a alguns anos como essas pessoas vão se sentir? Eu me sentiria muito mal em saber que precisei dar um Golpe Baixo desses pra consegui algo que não tive capacidade de conquistar…

Mas falando sério, golpe como esse do vídeo eu já dei. Vc Não?