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Feminista ou Feminina?

Essa semana uma pessoa me chamou de feminista. O que na hora me deixou indignadissima.

Sempre tive a visão de que feminista é aquela mulher de cabelo curto, sem maquiagem, que nunca se casou, e que queima sutiãs em praça publica.

E eu sou super vaidosa, valorizo a família tradicional (pai+mãe+filhos+bicho de estimação), acredito no lar como porto seguro, e jamais queimaria meus sutiãs (os que me servem pelo menos).

Para mim ou pra você, mulher, brasileira, de até 35 anos de idade, que mora em um grande centro, e que teve acesso fácil a educação, saúde e saneamento básico, esse é um comportamento absurdo e sem razão.
Nascemos e a mulher já podia votar, trabalhar fora, ter opinião, usar a maquiagem, o cabelo e a roupa que quiser. Nunca precisamos brigar por esses direitos.

Muito pelo contrario, hoje em dia brigamos para não ser essa super mulher que nos foi deixada de herança: A Mulher Alpha, a que trabalha fora, ganha bem, é bem relacionada, é uma boa mãe, uma excelente dona de casa e ainda, tem um IMC abaixo da média, cabelos sedosos e pele de pêssego.
Ou seja, brigamos para não ser essa MULHER IMPOSSIVEL. Por que venhamos e convenhamos, ninguém que tem um corpo só e vive num dia de 24 horas consegue excelência em todas as áreas. Você pode manter um equilíbrio em todas as áreas, mas ser a master em tudo simplesmente não dá. É humanamente impossível. Temos que brigar contra essa mulher modelo que nos é imposta. Temos que lutar pela mulher POSSIVEL, aquela que sim, faz tudo isso. Mas, que é master  em uma, duas ou nenhuma dessas coisas.

Por sugestão da editora do Bolsa de Mulher no Twitter @bolsademulher, cheguei ao vídeo abaixo. Nele a escritora e ativista Isabel Allende fala sobre mulheres, criatividade, a definição de feminismo e, claro, sobre paixão, paixão, paixão e paixão.

O Vídeo tem 18 minutos, mas vale cada um deles. Espere um pouco para carregar e Clique em “View subtitles”  e escolha Portuguese (Brasil)

Foi graças as feministas sem vaidade e piromaniacas, que hoje eu posso escrever esse blog.
Posso OPTAR em cuidar dos meus filhos, posso usar esmalte azul, posso dirigir o meu carro, posso abrir a minha empresa e posso usar minissaia.

A partir de agora vou ficar orgulhosa se for chamada de feminista

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De Mãe pra Mãe

“Educar é um ato de paixão”.

A frase “educar é um ato de amor” é bem conhecida, mas eu não concordo com ela. Não completamente. Tenho uma versão pessoal para essa frase.

Pra mim “educar é um ato de paixão”.

Porque dói, é sofrido. Principalmente para nós. Dói muito ver as lagrimas nos olhos do seu filho quando você nega alguma coisa, ou quando ele se sente contrariado. E é difícil aceitar que ele chora agora, para vocês rirem juntos depois.

Eu sei, na teoria tudo é muito bonito e recompensador, já na prática a tarefa não é tão simples assim. Em certos momentos, lidar com os filhos é bem complicado e exige uma dose grande de paciência e, principalmente, PERSISTÊNCIA. Disciplina, a meu ver, é sinônimo de rotina. Para não confundir a criança, todas as pessoas do convívio dela  têm que falar e fazer igual. E aqui surge o desafio para pais divorciados e mães que trabalham fora. A solução nesse caso, acredito eu, ser somente uma: O diálogo. Entre toda as partes, inclusive com o seu filho.

Mas, como sou sempre do contra, vou por um dedo na ferida de todo educador: Eu apanhei quando pequena e tenho certeza de que 90% das pessoas que estão lendo esse texto também. E aí eu pergunto: Será que isso me fez uma pessoa pior ? Frustada ? Traumatizada? Fechada ao diálogo?

Acho que não.

Acho que o fato de ter apanhado quando pequena só mostra o quanto despreparados estavam os meus pais, que ao invés de dialogar usavam tapas pra se fazer entender. Não só os meus pais, mas uma geração inteira. Talvez não por culpa deles, mas por uma educação recebida de nossos avôs e avós, onde a força era usada pra conseguir tudo que ser quer. Meus pais, assim como os seus, são de uma geração sem acesso tão amplo a informação e conhecimento e repetir os mesmos erros deles hoje em dia, aí sim pode ser cahamado de ignorância, burrice.

O castigo físico passa a mensagem injusta e nociva de que “o mais forte sempre tem razão” e que se consegue resolver as coisas a partir da força. Bom, venhamos e convenhamos na maioria das vezes é assim que a vida é. Mas acredito que podemos fazer a nossa parte e mudar isso no futuro.

No site Bolsa de Mulher saiu um guia com oito lições práticas para os pais que desejam ensinar os limites a seus filhos, sem usar a força como recurso. Dá só uma olhada:
Lição 1:
O TEMPO PASSADO FORA DE CASA NÃO É JUSTIFICATIVA PARA AFROUXAR OS LIMITES OU MIMAR DEMAIS A CRIANÇA.

“Existem muitas mães que trabalham fora e sabem dar limites para os filhos, além de providenciarem pessoas substitutas (como babás e avós) que seguem as orientações dos pais para garantir uma educação com limites”, afirma a psicóloga Kátia Ricardi de Abreu.”Quantidade não é sinônimo de qualidade, o importante é que o tempo dedicado aos filhos seja exclusivo das crianças. Aproveite para perguntar sobre o dia-a-dia delas e interfira sempre que notar algum comportamento errado”, complementa a pedagoga Renata Monteiro.

Lição 2:
PALMADAS E GRITOS NÃO EDUCAM. PREFIRA O DIÁLOGO.

“Palmadas podem parecer o recurso mais eficaz para lidar com a criança, no entanto, costuma refletir a dificuldade dos próprios pais em usar o diálogo”, constata Kátia. “Não as recomendo como forma de educar pois agressividade gera agressividade”, afirma a psicóloga.Conversar com a criança é o primeiro passo. “Não adianta gritar ou dar palmadas, pois os pequenos gostam de desafiar os adultos e de medir poder com eles. Além disso, podem achar que a repressão é uma falta de amor dos pais”, alerta Renata. Mas a conversa precisa ter um tom firme para surtir efeito. “Se o diálogo não for com um conteúdo e um tom firme, a criança vai perceber essa ausência da potência e poderá não acatar as orientações recebidas. Ela só entenderá os limites com o diálogo se este for potente, carregado de amor e firmeza ao mesmo tempo”, ensina Kátia.

Lição 3:
DIANTE DE UM “NÃO” É PRECISO EXPLICAR OS MOTIVOS À CRIANÇA.

“As crianças precisam e têm o direito de entender o porquê das proibições, pois só assim elas entenderão que aquele ‘não’ ocorre para protegê-la e, portanto, é um ato de amor”, garante Kátia. “Mas faça explicações breves e simples – na linguagem da criança”, ensina Renata. Se mesmo depois da conversa, ela permanecer sem compreender o motivo da repreensão, uma boa dica é fazê-la se colocar no lugar do outro. “Pergunte o que ela faria se fosse a mãe ou o pai. Trocar de papéis pode ajudar a verificar se ela tem a noção do certo e errado”, sugere Kátia. Já no caso de crianças menores, que não têm condições de compreender as motivações dos pais, “não” é “não” e, “sim” é “sim”. “Se a criança está subindo em um lugar perigoso, por exemplo, e não tem a menor noção do que vai acontecer se cair os pais não têm que conversar, têm apenas que dizer ‘desça já daí'”, ensina Kátia.

Lição 4:
OS PAIS NÃO DEVEM SE DESAUTORIZAR NA FRENTE DA CRIANÇA.

É comum após receber uma repreensão ou proibição de um dos pais, a criança sair correndo para buscar apoio no outro pai. “Nesse caso, os pais devem estar de acordo. E se não estiverem podem conversar em separado sem tirar a autoridade de um dos pais. Se a criança perceber o desacordo, ela tentará manipular e fazer jogos para conseguir o que quer. Além disso, quando os pais se desautorizam, a criança fica confusa com as figuras de autoridade e vai reproduzir estes jogos pela vida afora”, adverte Kátia.

Lição 5:
PROCURE FAZER A CRIANÇA REFLETIR SOBRE SEU COMPORTAMENTO.

Diante de um comportamento errado é importante fazer a criança refletir sobre seu ato a fim de que ele não se repita mais. “Criar um canto do pensamento onde a criança tenha que permanecer por uns poucos minutos pode ajudá-la a compreender porque seus pais estão chateados com seu comportamento”, sugere a pedagoga Renata Monteiro. A psicóloga Kátia Ricardi de Abreu acrescenta: “Na maioria das vezes, a criança sozinha não será capaz de refletir sobre seus atos. Ela provavelmente irá pensar em outras coisas. Por isso, esta reflexão deve ser feita em conjunto com os pais, através de uma conversa agradável, onde ambos poderão aproveitar a oportunidade para se aproximarem e manifestarem suas idéias”.

Lição 6:
NUNCA DESMEREÇA A CRIANÇA E SIM SEU COMPORTAMENTO.

“Esse é um dos maiores erros dos pais. É comum ouvirmos eles chamando seus filhos de crianças más por terem arremessado um brinquedo ao chão, por exemplo, ao invés de repreenderem a ação”, constata a pedagoga Renata Monteiro. Ao dar limites a criança é importante que a mãe não desmereça o filho e sim sua conduta. Ao invés de dizer “você é feio, jogou no chão”, diga “é feio jogar no chão, não jogue”. Desta forma ela vai ter a pontuação exata para aquilo que fez sem ser desconsiderada. “Se a criança se sentir má, ela irá passar a agir como má, pois é isso que ela acredita que esperam que ela seja”, alerta a psicóloga Kátia Ricardi de Abreu.

Lição 7:
SEMPRE QUE POSSÍVEL, DÊ AS REGRAS MAS ESTABELEÇA OPÇÕES.

“Muitas vezes, os pais podem simular opções à criança que facilitam o acato à regra. Se é hora da criança tomar banho, os pais podem oferecer a opção de banheira ou chuveiro, ou pedir que a criança escolha sua roupa, reduzindo o estresse e impedindo que a criança queira medir poder com os pais”, ensina a pedagoga Renata Monteiro.

Lição 8:
ELOGIA A CRIANÇA DIANTE DE BONS COMPORTAMENTOS.

Quando a criança se comporta bem é preciso que esse comportamento seja reforçado pelos pais. O elogio, o reconhecimento, o carinho positivo é o que constrói uma sociedade cooperativa e saudável. “Limite tem que ser na medida certa, quando as proibições são rígidas demais, o excesso de limite também levará à rebeldia como forma de sobreviver ao abuso de poder”, diz a psicóloga Kátia Ricardi de Abreu. Na vida serão muitas as privações e limites são poderosas ferramentas para minimizar as frustrações futuras. Para Kátia, os principais problemas sociais e relacionais que assistimos hoje são decorrentes da ausência de limites dados pela família e reforçados pela sociedade, o que torna as pessoas desumanas elas não se importam com os sentimentos do outro, não respeitam o outro, estão o tempo todo interessadas na satisfação de seus próprios desejos e necessidade”.

Fonte: Bolsa de Mulher

Bom se você assistiu a pelo menos uns três capítulos de Supernanny na sua vida, você já deve conhecer pelo menos a metade dessas lições.
Aqui em casa eu procuro sempre seguir esses 8 princípios de uma boa educação. Não deixo o tempo que passo longe deles ser um motivo pra deixar fazer o que quiser. SEMPRE explico o motivo das broncas, pelo menos pra Malu que já entende alguma coisa. Não gosto de expô-los nas broncas. E sempre elogio um bom comportamento. A lição 7 tem sido de muita valia aqui também, argumentação sempre é uma alternativa para os chororô:
“_Num qué toma banho, não!”
“_Mas se você não tomar banho como vai vestir aquela sua blusa da Kitty?”
E lá vai Maria Luiza com a blusa regata da Hello Kitty por cima do Moleton. Não está muito na moda, mas limpinha está.

Na prática, dá sim pra seguir essas regras, é só se policiar.

Mas confesso que volta e meia sai um berro aqui em casa.
“_Samuel, desce do rack!”

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Obs.: Na foto a Malu tava com a idade que o Samuel está hoje, 1 Ano e 1 mês. Aí como o tempo é inimigo das mães babonas.