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Voa Papagaio…

Samuel está naquela fase deliciosa do papagaio.
_gaio
Aquela fase em que a criança repete as ultimas silabas de todas as palavras que ouve.
_dove
Ou pelo menos tenta

De repente, sala em silencio as 11:00 da manhã. Estranho…
Grito da Cozinha:
_Samuel o que vc ta fazendo?
_endo
_Tá aprontando, né rapaz?
_paiz

Largo o frasco de Ipê e corro para a sala.
Lá está Samuel, sentado no primeiro degrau da escada, cuidadosamente folheando um Livro da Bela e a Fera.
_Tá lendo filho? Que lin…
_Nããão! Responde me cortando.
_Não, filho? Por que não?
_Num Xei!

 

Voou papagaio Loiro!!!

O papagaio que ainda não sabe ler, mas que já sabe ensinar a mamãe a não fazer perguntas que sabe a resposta e PRINCIPALMENTE que crianças de 2 anos e 1 mês não sabem ler.

 

Alguém me devolve meu bebê simpático, por favor?

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Beleza e Bem Estar De Mãe pra Mãe

10 Kilos em 10 Posts. Post nº 5 – Decidido. Vou fazer uma Plástica!

Durante esses dois anos desde o nascimento do Samuel, venho pensando a respeito de uma interferência médica para sanar a pochete fixa que se alojou na minha barriga, esse “brinde” indesejável que ganhei por colocar um meninão no mundo.

Foi uma decisão complicada pra mim.

Fazer uma abdominoplastia é mais ou menos como assinar um contrato (com você mesma) onde você diz que não quer mais ter filhos.
E sempre quis 3…
Depois de pensar muito a respeito decidi que 2 é um numero bom. Um menino, uma menina e nada de desempate!
A vida ta muito difícil hoje em dia para se ter 3 filhos, educação, saúde, 2012…

Pesquisei muito, conversei com algumas pessoas a respeito e decidir por fazer. Ponto.

Aí surgiram duas grandes questões.

A Primeira logicamente é a grana, bufunfa, merreca, nota, tostão, carvão, enfim aquilo que move o mundo o Dinheiro.

Uma cirurgia plástica tem um custo considerável não só dos reais gastos, mas do tempo que você ficará parada, sem ganhar esses reais.

Para uma abdominoplastia tem que se respeitar um repouso de aproximadamente 30 dias.
Por isso desde o final de março, venho me programando para a cirurgia. Avisando clientes meu tempo de afastamento, organizando a programação das crianças, pedindo para uma pessoa (Tia Rosa, lógico) para ficar me ajudando em casa, etc…

A segunda questão é a escolha do médico.

Ninguém próxima a mim já fez uma cirurgia de abdominoplastia. Então (pra variar) lá fui eu dar a ‘Cara a Tapa’ em busca de um médico.

Tomei todos os cuidados que são recomendados. Visitei 3 médicos. Consultei todos na Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

E acabei gostando muito do Dr. André Lançoni, que foi uma indicação do assistente do meu cabeleireiro (sic!) que fez o nariz com ele, através da Dream Plastic.

Me senti muito a vontade com o médico ele sanou minhas dúvidas e me deu sugestões.
Me informou sobre os prós e contras e já deixou bem claro que precisarei MANTER o peso saudável.
Então me senti segura o suficiente para me submeter a cirurgia.

Qto a Cliníca, eu sinceramente, até esse momento, eu não recomendo.
Apesar de ter o preço bom e ser perceptível a infra estrutura já bem definida, fui pessimamente atendida.

Passei metade da tarde sendo jogada passeando entre os andares e assistindo TV com volume alto, enquanto as atendentes batiam papo e discutiam a maquiagem da “jade”.

E pra finalizar fui atendida por uma moça que me passou um orçamento com um prazo de 1 dia. Ou seja, se quisesse ‘aproveitar’ aquele valor teria que transferir 65% do valor total, no dia seguinte e os exames pré-operatórios, para confirmar se eu PODIA fazer a cirurgia mesmo, necas.

Quando reclamei com uma pessoa responsável, sobre o vai e vem sem muita explicação nos andares e a falta de gentileza das atendentes que não me ofereceram nem um café, e blá, blá, blá,  ainda tive que ouvir um “_ Não se preocupe que vc vai ser tratada como merece!” e um “Vc vai tomar cafés até cansar conosco”. Aff…
Ainda bem que nem de café eu gosto…rs

Até tentei fechar direto com o Médico (Só descobri depois que ele tinha clinica própria), mas as atendentes da sua clinica particular não quiseram me atender: “_É falta de ética, já que vc já passou com o Dr. na Dream” 🙁

Pretendo fazer outra cirurgia (mais pra frente quero levantar “a moral”. Do sutiã tamanho 48, voltar para 44, olha a Ângela Bismarchi baixando em mim) e não pretendo mais usar intermediadoras de cirurgia.

O atendimento é extremamente departamentalizado, você tem que falar com uma pessoa para cada coisa, cada hora é uma pessoa diferente e você tem que explicar tudo de novo…Parece atendimento de operadora de telefonia celular.

Enfim, péssimo!

Quero só ver quando eu pedir a Nota Fiscal dos serviços pra fazer meu imposto de renda no ano que vem.. Já tô sentindo cheiro de stress e dos fortes!

Quase desisti por conta desses contratempos, mas como já programei toda a minha vida, a pausa nos cursos que faço, minha mãe já pediu dias de férias para ficar comigo e etc. pra fazer essa cirurgia no começo do mês de julho acabei engolindo esse sapo-boi chamado Mau Atendimento.

@plasticadosonho espero não ter pesadelos…

Hoje 23/05/2011 – 62 Kilos

 

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Eu preciso ser feia para ser uma boa mãe ?

Esse é mais um post do tipo: “Não perca seu tempo lendo!”

Se vc não que ler sobre lamentações que nada tem haver com a preservação do meio ambiente, saúde pública, educação de qualidade ou qualquer questão voltada ao “futuro da humanidade”, pode clicar na setinha aí em cima e ir para o próximo item.
Esse é um post exclusivamente reclamatório, cheio de obviedades e julgamentos prepotentes.

Você foi avisada.

O que é ser uma boa mãe?
[Pausa pra você pensar]

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Quando eu paro para pensar no assunto eu só tenho uma resposta: minha mãe. Ser uma boa mãe, PRA MIM, é ser igual a minha mãe.

Minha mãe sempre trabalhou fora, me deixava na casa de tias, madrinha, creche ou qualquer pessoa que tivesse paciência de olhar uma menina birrenta e malcriada.

Durante o tempo livre que tinha, se dedicava a limpar a casa, passar roupa, brigar com meu pai, fazer mudanças (morava de aluguel), ir no supermercado de manhã (inflação dos 80’s) me dar Biotônico Fontoura e fazer touca de grampos em seus cabelos. E logicamente, me colocar na frente da TV para que eu deixasse ela fazer isso durante as 48 horas semanais que ela tinha de folga.
Nunca leu um livro pra mim. Nunca me levou a eventos ou exposições culturais. Nunca dançou comigo no meio da sala. Jogou fora um vasinho de violetas que dei de presente pra ela no dia das mães. E como ela era muito atarefada sempre cortou meu cabelo “Joãozinho”, pra não ter o trabalho de ficar desembaraçando meu cabelo pixaim.
Ah! E ela não fez cesariana, mas tomou o “sorinho” e a peridural.

Absurdo atrás de absurdo, né?

Como eu posso ter como exemplo uma mãe dessa?

Respondo: Porque essa mãe pedia saída no trabalho para ir as minhas apresentações e reuniões na escola, porque essa mãe nunca fez cabelo, unhas ou seja lá o que for aos sábados, para deixar tudo organizado para a semana, porque essa mãe varava a madrugada sem dormir quando eu tinha crises de bronquite causadas pelas casas com pouca ventilação, porque essa mãe agüentava um marido que não a valorizava para que eu não fosse “filha de divorciados”(um xingamento na época), porque essa mãe fazia horas extras no trabalho pra me dar o presente que eu queria no aniversário e porque essa mãe manda eu tomar Biotonico Fontoura até hoje, mesmo eu tendo um IMC acima do recomendado.

Onde quero chegar: Ela fez o que pôde! Não há receita de boa maternidade. Ninguém é bom o suficiente, visto do lado avesso.

Venho trabalhando bastante ultimamente, veja bem, Trabalho é diferente de ganhar dinheiro.
Trabalho em casa, um fator agravante para pré julgamentos.
Aproveitando que na segunda-feira tem promoção no meu cabeleireiro, lá fui eu.

Ao voltar encontrei uma certa “Dona Fulana”. Sabe aquela pessoa que toma mais conta da vida alheia do que da própria? Então, ela mesmo.
A primeira frase ao me ver não foi nada relacionado há um “ boa tarde”?

“Que cabelo bonito!”

“Obrigada Dn. Fulana, acabei de…”

E antes que eu completasse a frase ela me indagou:

“Cadê as crianças?”
Engraçado como depois que você tem filho você deixa de ser uma pessoa só, ninguém nunca mais pergunta como eu estou (mas, isso é assunto para um próximo post)

“A Maria tá na escola e o Samuel tá na minha sogra”

“Deixou na coitada da avó…Boa vida, né! Salão de beleza na semana…” com um sorrisinho de lado

“Boa vida, Dn Fulana? Nada! Eu…”

“Tá certa você,  Tem que se cuidar….” ”Que cor é essa na sua unha? Azul?” “Não tem que perder sua vida cuidando de filho” “A gente tem que se colocar em primeiro lugar!” “Tem que se manter bonita, se não o marido vem e óh! arruma outra rapidinho” “Mas você é novinha, comentei com a Sicrana quando você tava grávida, a Patricia não vai ser dessas que se deixa acabar por causa de filho, ela vai deixar as filhas com a mãe pra fazer as coisas dela, estudar” ”Vc nem fez almoço hoje, né?”

 

Essas são só algumas frases dos quase 5 minutos de explanação de como pela minha aparência e idade eu não podia ser uma mãe atenciosa e dedicada.

Eu sou quase uma @maedemerda mesmo!

De jeito nenhum posso julgar a minha mãe, eu sou pior que ela!

Aqui entra o estereótipos da mãe italiana. Gorda. Cabelos desgrenhados, raiz aparecendo, unha por fazer, usando avental…
Essa sim é uma mãe dedicada, sabe pregar botões e faz uma macarronada como ninguém!

Não fui julgada pelo tratamento que dou aos meus filhos, se procuro defender os direitos deles, se não durmo quando estão doentes, se ligo a cada 3 horas quando estou fora, se fico horas na cozinha enrolando brigadeiro para a festinha de aniversário, se todos os sábados quando vou para o meu curso trago nem que seja um pirulito pra tentar aliviar a minha culpa por deixá-los. Se pedem para ir para a avó…

Só fui julgada por estar com o cabelo em dia e as unhas feitas enquanto meus filhos estavam com “os outros”.

E não é a primeira vez que acontece. Tem acontecido com uma certa freqüência.
Frases do tipo: “Não parece que você é mãe” tem sido freqüentes. E tem me incomodando.

Preciso parecer para ser?

Vou ter que desistir de entrar para a escola da Demi Moore?
Na minha época quem tinha mãe bonita era “zoado” até dizer chega! Bulliyng, como se diria hoje!

Lembro de um colega de 7ª série que ficava nervoso quando ouvia: “Com uma mãe dessas eu mamava até os 20 anos” Não é pra menos…

Ainda bem que eu não estou sozinha… TODAS as minhas amigas e conhecidas continuam LINDONAS depois de ser mãe, algumas ainda mais.

Como a sociedade vai reagir a essa nova geração de mães bem cuidadas (jovens ou não), que levam seus filhos a exposições e na volta  vão para a aula de pilates.

Que não abrem mão da carreira E ao mesmo tempo de ser uma boa mãe e uma mulher bonita. Uma geração que não se contenta com pouco, que quer tudo…

Será que as mães que decidem ficar em casa para ser MÃE em tempo integral serão as novas exceções ?

Será que está por vir uma geração de filhos traumatizados?
Ou será uma no geração com menos preconceitos ?
Obs: Eu não preciso e NÃO QUERO mais ninguém me julgando, por isso os comentários para esse texto estão fechados.
Nesse ÚNICO Post, reflita e fique com sua opinião pra você !
Eu disse que era um texto com julgamentos prepotentes…

Blog, terapia de pobre!

Por favor, não mandem me prender!

Agora de volta a programação normal.

#ignora e #TPMFeelings

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10 kilos em 10 post’s – Post nº 4

Acabou a moleza! Minha esteira ficou pronta. (Estava há 3 meses no conserto,depois de ter ficado quase 1 ano parada)

Depois de mais de 1 ano sem atividade física, não tenho mais desculpa de não ter tempo para fazer atividade física, nem de não ter tempo para me locomover até uma academia.

Perdi 1 quilo desde o final do ano passado, acho que simplesmente por ter parado de comer peru com farofa no almoço, gelatina colorida no café da tarde e chester com maionese no jantar…

Maria Luiza:
_Mãe, o que é esse?
_É uma esteira. Respondo.
_ Pra que séve?
_Pra andar, fazer exercício…
_É legal?
_Não. (Respondo, prestando mais atenção no spray de silicone que estava tentando colocar na lona da esteira, do que nela, a lá Roni Von eu diria)
Ela parou um momento, olhou para a esteira, olhou pra mim, olhou de novo pra a esteira…
E com cara de quem acabava de completar mais ou menos 1 milhão e meio de novas conexões nervosas no cérebro, perguntou:
_Então, porque você faz?

TEMPO!

Assim não dá!  A menina acabou de  fazer 3 anos de idade e já me deixa sem reposta.
Fui obrigada a dar uma pausa na minha tentativa de descobrir novas maneira de fazer um spray de silicone funcionar de cabeça para baixo para tentar explicar pra ela de uma maneira simples, passível de compreensão a uma menina de 3 anos e 2 meses, que vivemos numa sociedade que prima pela beleza física, pela aparência e não podemos ignorar isso, afinal vivemos nela. Que sou vaidosa, gosto de me cuidar e por isso aceito essas imposições sociais. Que além da questão estética existe a questão de saúde, que fui ao médico no começo do ano e descobri que nossa família tem genes propensos a retenção de gordura e açúcar e por causa disso temos sempre que nos cuidar fazer atividade física, para tentar não desenvolver hipertensão arterial nem diabetes. Que 70 % das roupas que tenho não me serve e que gostaria de um dia voltar a usar aquela calça jeans da 775 que já está totalmente fora de moda, mas que é uma meta pessoal voltar a caber nela… e por aí vai. Então, respiro fundo, reúno todas essas informações numa única frase e respondo:

_Porque sim, Maria Luiza!
E como se tivesse entendido toda a mensagem contida nessas 4 palavras ela pega sua fraldinha e diz enquanto vai em direção a seu quarto:

_Então tá bom! Quelo sistir a Pequena Seleia.

 

 

Hoje: 22/03/2011 – 63 kilos

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De Mãe pra Mãe

Sobre conhecer os filhos e uma arma apontada para a cabeça do meu

São Paulo, 20 de agosto de 2010.

Hoje como faço de segunda a sexta, levei a Maria Luiza na escola, acompanhada do Samuel.
Ele adora o ambiente de escola, fica super empolgado vendo outras crianças correndo. E hoje fez sol depois de dias de frio aqui em São Paulo. Estava uma manhã linda.

E pela primeira vez brinquei com os dois em um parquinho, que fica dentro das dependências da escola. O Samuel tem apenas 1 ano 3 meses e como já contei aqui sou meio neurótica com bactérias, fungos e trocadores públicos, então foi a primeira vez que deixei ele brincar na terra.

Lógico, como mãe babona que sou, aproveitei para tirar varias fotos no meu celular.

Deu o horário de entrada da Malu na escolinha e depois de a entregá-la a sua professora, segui para encontrar o Marcelo, como faço todos os dias.
Passei no cliente onde ele estava e combinamos de nos encontrar para o almoço na casa da minha sogra, como fazemos todos os dias.
Fui na frente com o Samuel, enquanto ele dava uma carona para um colega de trabalho.

Era cerca de 12:30. Ruas cheias, muitas crianças. Troca de turma nas duas escolas próximas.
Passei em frente a uma delas e reparei num grupo de meninos de 12 ou 13 anos, bem vestidos. Me lembro de ter pensado: “Esses estão indo cabular aula para namorar.”

Parei o carro na frente da casa da avó das crianças tirei o Samuel do carro, estava apenas com meu celular e a chave do carro na mão.

Abri o portão, segurei na mão do Samuel para entramos na garagem e fui surpreendida por aquele mesmo grupo de meninos que pensei estar cabulando aula pra namorar. Um deles tinha um revolver calibre 38 cano curto, apontado para a cabeça do Samuel que estava ao meu lado e com o dedo no gatilho,  pediu a chave do carro. Falei “Pode levar” abri as minhas mãos e ele rapidamente pegou as chave e o celular que nela estavam.

No momento do ocorrido lembrei de uma frase dita por um cliente/amigo que já havia passado por situação semelhante: “ Se eles (ladrões) chegarem, você tem que estar pronto para entregar” E diga-se de passagem que “estar pronto para entregar” quer dizer: “Deixe essas pessoas de pouco valor levar tudo de valor financeiro que você conseguiu  ganhar com muito esforço, trabalho, noites mal dormidas e fins de semanas trabalhados, em prol da sua vida, porque para eles (ladõres) você, sua vida, seu filho, sua mãe, seu amigo ou seja lá quem você tenha de valor inestimável vale muito menos do que aquele, carro, bolsa, celular, carteira…” E essa frase foi o que guiou minha ação. Nada de reação.

Eram quatro ou cinco M-E-N-I-N-O-S de 12 ou 13 anos. Esses meninos devem ter família, mãe, pai ou coisa que o valha. E a minha pergunta é: “Será que esses pais sabem o que seus filhos estão fazendo na rua?”  “Será que a mãe daquele menino que apontou uma arma para a cabeça do MEU menino, sabe o que seu filho está fazendo na rua?”

O estresse deles no ato era maior que o meu, e isso era tão nítido que enquanto me virava apressada para conseguir passar o Samuel pela porta do corredor da casa da minha sogra, o que estava com a chave na mão, uma chave modelo canivete, não sabia nem acioná-la e ainda gritou pra mim. “Não entra não!”

Só que dessa vez não obedeci, puxei a porta do  corredor e estava prestes a fechar a porta da sala, quando ouvi barulho de pneus cantando. Aquilo foi música. Ufa! Eles tinham ido embora.

E quando meu cérebro entendeu que o Samuel já estava seguro, e aquela arma já estava longe o suficiente, aí sim o desespero, medo, terror  e todos os sentimentos de pânico bateram em mim.

É incrível a capacidade de preservação da vida que temos, a força que temos sem saber que ela está lá.
Hoje percebi que e o instinto de sobrevivência, de preservação da cria é algo nato em nós mães.

Entre lágrimas e gritos de “pega ladrão!”, o Marcelo (meu marido) chegou. E sem nem parar o carro foi atrás pra tentar perseguí-los, olha o instituto novamente aí, dessa vez o masculino, de caça, de proteção do bando.

E com aquilo tudo acontecendo em questão de minutos o nervosismo tomou conta de mim a tal ponto que  nem ligar para a policia eu conseguia. Ao discar 190, para mim, o telefone estava mudo, mas para minha surpresa recebi de volta o telefonema da central de atendimento 190 que muito solícita questionou o que estava acontecendo.

E aqui quero publicamente elogiar o trabalho da central de atendimento 190 da cidade de São Paulo. E olha que com os 3 anos de trabalho em centrais de atendimento como supervisora que tenho no currículo, isso nunca havia acontecido. Com muita segurança e sensibilidade a moça que me atendeu conseguiu arrancar de mim até a placa do carro que eu nem sabia que sabia. Tentou falar com o celular do Marcelo, retornou a ligação…realmente me surpreendeu. 

Alguns instante depois consegui contato com o celular do Marcelo, que já estava na base da Polícia mais próxima. Vendo meu desespero só tentou me acalmar e pediu para que eu o aguardasse.

Bom, quem me conhece pessoalmente sabe que esperar é algo muito difícil pra mim e esperar sem fazer nada então, é algo que eu não aprendi nessa encarnação. E foram os 5 minutos mais longos de minha vida até aqui. Quando avistei passando de carro na rua um amigo do Marcelo de longa data, a quem eu mesma havia visto no máximo 4 vezes (Incluindo 1 vez do casamento), sem pestanejar e usando parte da minha cota de cara de pau, expliquei o ocorrido e pedi uma carona.

Ao chegar na base, fiquei sabendo que o carro já havia sido encontrado.
Com ABSOLUTA certeza o motorista perdeu o controle do carro na curva por causa da direção hidráulica (eu subi em várias guias ate me acostumar) e foi parar no meio de uma ilha de retorno, não sem antes arrastar um daqueles blocos de concreto que ficam no chão (Tipo uma “tartaruga”, só que branco e grande) por  uns 300 metros, derrubar 3 arvores e estourar um pneu. Acredito que a batida foi um grande susto porque eles saíram levando apenas a frente do player do carro e meu celular, que já devia estar no bolso alguem. Minha bolsa, estava do jeito que eu havia deixado, nenhum cartão de credito, documento, ou dinheiro foi levado.

Porque estou contando isso aqui?

Para pedir a ajuda de vocês, divulguem esse fato para todas as mães que você conhece. Para que elas se conscientizem da importância de saber com quem seu filho anda,  onde ele está e o que está fazendo.

O filho de alguém está com um celular, que registrou na manhã de hoje um momento único na vida da minha família.

Hoje, o filho de alguém, podia ter tirado a vida do meu.

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Novo post no Diário:"Nota mental: Nunca mais julgar uma pessoa pela primeira impressão"

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