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Outubro Rosa II- Do limão a caipiríssima

Às vezes, mesmo que em pensamento, estamos conectados aos nossos amigos ou aqueles que nos fazem bem, mesmo quando elas estão longe.

Há cinco dias atrás, fiquei sabendo do Outubro Rosa , e fiquei tão tocada com a campanha, que resolvi ajudar a divulgar fazendo um post no meu blog.

Hoje minha amiga Solange (Sol) Calvo, que não vejo a mais de um ano, me mandou o texto abaixo onde ela conta como pegou um limão e transformou em limonada, ou nesse caso em caipiríssima.

Pode acontecer comigo, com você, com sua filha, com sua vizinha….
Fiquemos espertas!

“Do limão à caipiríssima

Amanhã, não. Na semana que vem. Melhor no próximo mês. E o tempo voa, quando o assunto é exame médico. Especialmente quando se trata de mamografia. Afinal, quem está disposta a transformar a mama em uma panqueca? É exatamente isso o que acontece quando realizamos essa prova de fogo.

Até que num desses desafios descobriram um nódulo em minha mama direita. Assim que ouvi a palavra “nódulo” deslizando da boca do médico, a foice da morte se instaurou em meu pescoço, involuntariamente. Do laboratório até em casa, questionamentos me torturavam. Será que terei de tirar a mama? Toda? Aproveito para reduzi-las, pois sempre quis. Mas terei de fazer quimioterapia? E se tiver, ficarei careca? Pode ser uma oportunidade de colocar uma peruca loira, ter cabelos longos…

Depois de idas e vindas ao centro médico para complementar exames, o dito estava mesmo lá, e indicaram punção. A internet me fez viajar nas mais medonhas e assustadoras definições e depoimentos sobre punção, mastectomia etc (não recomendo essa viagem). Evoluí então para a pesquisa das mais modernas técnicas de reconstrução e reparação de mamas (já pensei no pior) até me entregar à avaliação da principal entidade, o mastologista. Entidade sim, porque nessa altura você quer q ele realize um milagre. “Não tem nada aqui, pode ir pra casa e relaxe”

Descobri então que podemos vencer o câncer de mama. É muito simples, caso você o identifique logo no início. Foi o meu caso. Isso porque sempre fiz das minhas mamas panquecas uma vez ao ano! E esse “nódulo impertinente” era recente, com menos de um centímetro (características fundamentais). Em meio à tremedeira das pernas, o médico anunciou o próximo passo: mamotomia!

Não foi agradável. Mas eliminou a internação. Anestesia local (próxima às costelas, com a agulha inclinada para a mama). Depois disso, entra em cena um aparelho para perfurar a mama, cortar fragmentos do dito e sugá-los para a biópsia (outra palavra assustadora – Hitler deve tê-la usado bastante em campos de concentração). Dói sim, mesmo com anestesia, mas é rápido.

Mamas enfaixadas com muito gelo e no dia seguinte tudo OK. O dito era tão pequeno que saiu todinho. Foi preciso colocar um clip de metal (titânio) para marcar o ponto exato onde ele morava. Por que isso? Se o resultado acusar ser maligno, como o médico encontraria o local para limpar tudo e tirar um naco da minha mama?

Foram cinco dias de orações intensas de amigos e familiares, promessas mil para que o resultado fosse favorável. E foi! Ausência total de malignidade! Renasci! Mas teria o mesmo desfecho caso fosse maligno. Porque bastaria tirá-lo, cortar uma fatia da mama, sem mutilações, ao contrário, ela ficaria até mesmo mais empinada!

O pulo do gato é o diagnóstico precoce. TUDO pode ser resolvido quando fazemos autoexame no banho e realizamos frequentemente a mamografia. Nenhuma mulher irá morrer de câncer de mama se for disciplinada. O medo de encontrar algo ruim inibe a realização do autoexame e da mamografia. Mas temos de torcer para encontrar logo porque poderemos vencê-lo!

E o clip de metal? Ele ficará aqui na minha mama, sem problema algum para meu organismo. Como vale US$ 600, agora ela está valorizada para sempre e sinalizará o dia em que dei a volta por cima e segui em frente.
Solange Calvo”

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