abr 122011
 

Esse é mais um post do tipo: “Não perca seu tempo lendo!”

Se vc não que ler sobre lamentações que nada tem haver com a preservação do meio ambiente, saúde pública, educação de qualidade ou qualquer questão voltada ao “futuro da humanidade”, pode clicar na setinha aí em cima e ir para o próximo item.
Esse é um post exclusivamente reclamatório, cheio de obviedades e julgamentos prepotentes.

Você foi avisada.

O que é ser uma boa mãe?
[Pausa pra você pensar]

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Quando eu paro para pensar no assunto eu só tenho uma resposta: minha mãe. Ser uma boa mãe, PRA MIM, é ser igual a minha mãe.

Minha mãe sempre trabalhou fora, me deixava na casa de tias, madrinha, creche ou qualquer pessoa que tivesse paciência de olhar uma menina birrenta e malcriada.

Durante o tempo livre que tinha, se dedicava a limpar a casa, passar roupa, brigar com meu pai, fazer mudanças (morava de aluguel), ir no supermercado de manhã (inflação dos 80’s) me dar Biotônico Fontoura e fazer touca de grampos em seus cabelos. E logicamente, me colocar na frente da TV para que eu deixasse ela fazer isso durante as 48 horas semanais que ela tinha de folga.
Nunca leu um livro pra mim. Nunca me levou a eventos ou exposições culturais. Nunca dançou comigo no meio da sala. Jogou fora um vasinho de violetas que dei de presente pra ela no dia das mães. E como ela era muito atarefada sempre cortou meu cabelo “Joãozinho”, pra não ter o trabalho de ficar desembaraçando meu cabelo pixaim.
Ah! E ela não fez cesariana, mas tomou o “sorinho” e a peridural.

Absurdo atrás de absurdo, né?

Como eu posso ter como exemplo uma mãe dessa?

Respondo: Porque essa mãe pedia saída no trabalho para ir as minhas apresentações e reuniões na escola, porque essa mãe nunca fez cabelo, unhas ou seja lá o que for aos sábados, para deixar tudo organizado para a semana, porque essa mãe varava a madrugada sem dormir quando eu tinha crises de bronquite causadas pelas casas com pouca ventilação, porque essa mãe agüentava um marido que não a valorizava para que eu não fosse “filha de divorciados”(um xingamento na época), porque essa mãe fazia horas extras no trabalho pra me dar o presente que eu queria no aniversário e porque essa mãe manda eu tomar Biotonico Fontoura até hoje, mesmo eu tendo um IMC acima do recomendado.

Onde quero chegar: Ela fez o que pôde! Não há receita de boa maternidade. Ninguém é bom o suficiente, visto do lado avesso.

Venho trabalhando bastante ultimamente, veja bem, Trabalho é diferente de ganhar dinheiro.
Trabalho em casa, um fator agravante para pré julgamentos.
Aproveitando que na segunda-feira tem promoção no meu cabeleireiro, lá fui eu.

Ao voltar encontrei uma certa “Dona Fulana”. Sabe aquela pessoa que toma mais conta da vida alheia do que da própria? Então, ela mesmo.
A primeira frase ao me ver não foi nada relacionado há um “ boa tarde”?

“Que cabelo bonito!”

“Obrigada Dn. Fulana, acabei de…”

E antes que eu completasse a frase ela me indagou:

“Cadê as crianças?”
Engraçado como depois que você tem filho você deixa de ser uma pessoa só, ninguém nunca mais pergunta como eu estou (mas, isso é assunto para um próximo post)

“A Maria tá na escola e o Samuel tá na minha sogra”

“Deixou na coitada da avó…Boa vida, né! Salão de beleza na semana…” com um sorrisinho de lado

“Boa vida, Dn Fulana? Nada! Eu…”

“Tá certa você,  Tem que se cuidar….” ”Que cor é essa na sua unha? Azul?” “Não tem que perder sua vida cuidando de filho” “A gente tem que se colocar em primeiro lugar!” “Tem que se manter bonita, se não o marido vem e óh! arruma outra rapidinho” “Mas você é novinha, comentei com a Sicrana quando você tava grávida, a Patricia não vai ser dessas que se deixa acabar por causa de filho, ela vai deixar as filhas com a mãe pra fazer as coisas dela, estudar” ”Vc nem fez almoço hoje, né?”

 

Essas são só algumas frases dos quase 5 minutos de explanação de como pela minha aparência e idade eu não podia ser uma mãe atenciosa e dedicada.

Eu sou quase uma @maedemerda mesmo!

De jeito nenhum posso julgar a minha mãe, eu sou pior que ela!

Aqui entra o estereótipos da mãe italiana. Gorda. Cabelos desgrenhados, raiz aparecendo, unha por fazer, usando avental…
Essa sim é uma mãe dedicada, sabe pregar botões e faz uma macarronada como ninguém!

Não fui julgada pelo tratamento que dou aos meus filhos, se procuro defender os direitos deles, se não durmo quando estão doentes, se ligo a cada 3 horas quando estou fora, se fico horas na cozinha enrolando brigadeiro para a festinha de aniversário, se todos os sábados quando vou para o meu curso trago nem que seja um pirulito pra tentar aliviar a minha culpa por deixá-los. Se pedem para ir para a avó…

Só fui julgada por estar com o cabelo em dia e as unhas feitas enquanto meus filhos estavam com “os outros”.

E não é a primeira vez que acontece. Tem acontecido com uma certa freqüência.
Frases do tipo: “Não parece que você é mãe” tem sido freqüentes. E tem me incomodando.

Preciso parecer para ser?

Vou ter que desistir de entrar para a escola da Demi Moore?
Na minha época quem tinha mãe bonita era “zoado” até dizer chega! Bulliyng, como se diria hoje!

Lembro de um colega de 7ª série que ficava nervoso quando ouvia: “Com uma mãe dessas eu mamava até os 20 anos” Não é pra menos…

Ainda bem que eu não estou sozinha… TODAS as minhas amigas e conhecidas continuam LINDONAS depois de ser mãe, algumas ainda mais.

Como a sociedade vai reagir a essa nova geração de mães bem cuidadas (jovens ou não), que levam seus filhos a exposições e na volta  vão para a aula de pilates.

Que não abrem mão da carreira E ao mesmo tempo de ser uma boa mãe e uma mulher bonita. Uma geração que não se contenta com pouco, que quer tudo…

Será que as mães que decidem ficar em casa para ser MÃE em tempo integral serão as novas exceções ?

Será que está por vir uma geração de filhos traumatizados?
Ou será uma no geração com menos preconceitos ?
Obs: Eu não preciso e NÃO QUERO mais ninguém me julgando, por isso os comentários para esse texto estão fechados.
Nesse ÚNICO Post, reflita e fique com sua opinião pra você !
Eu disse que era um texto com julgamentos prepotentes…

Blog, terapia de pobre!

Por favor, não mandem me prender!

Agora de volta a programação normal.

#ignora e #TPMFeelings

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