“Vai ficar tudo bem”

Meu olhar já está tão acostumado com a estética atual que só ao ver lado-a-lado as imagens da Moranguinho do meu tempo e da Moranguinho do tempo da minha filha que eu pude perceber a IMENSA transformação que a personagem passou.

Reparem como os cabelos estão mais longos, ela está mais alta, mais magra, o rosto mais fino com cores nos lábios e nos olhos que se assemelham a uma maquiagem.

A Moranguinho virou Gisele.

E tem mais, com a atualização ela passou a  gastar seu tempo conversando no celular em vez de escovar seu gato, ou seja, há também com a atualização uma mudança de atitude e comportamento da personagem.

Concordo com as “atualizações” dos personagens, elas inclusive são necessárias, tanto pela a atualização da mídia (antes 2D e agora 3D HD e PQP) como também porque o brinquedo tem que simular a nova realidade das crianças, cheia de tecnologia e tal…  Mas, reparem só como a nossa geração (quando digo “nossa” estou falando com você que tem mais de 25 anos de idade) estava livre dessa estética padronizadora, onde todos tem que ser altos, magros e de cabelos lisos.

Não existem mais monstros. Não há espaço para o feio, para o que não é padrão. Um exemplo, olhe só como vai ficar os Trolls ou Duende Magico. Kd a cara de monstro que ele tinha?

Sabe qual a mensagem subliminar que esses brinquedos passam para as crianças?

“Se eu for feio eu não tenho espaço”.

Por isso que os adolescente de hoje (uma ou duas gerações depois da nossa) usam a internet como se fosse um mundo paralelo, não há Cristo que se adapte a tanta pressão por esse padrão de beleza. A Internet vira ponto de escape.

 E não é viagem exclusiva minha. Saiu essa matéria no New York Times discutindo esse assunto.

Imagina só o que vai acontecer com a geração de nosso filhos se nós, pais, mães e responsáveis não começarmos a plantar sementinhas de mudança.

Algumas empresas, já enxergaram essa necessidade e lançaram/lançam campanhas onde defendem a “real beleza”, cheia de imperfeições mesmo. Inclusive eu já postei aqui um vídeo lindo da Dove que trata de meninas, crianças, já com a auto estima baixa.

Mas o que fazer com o nosso próprio preconceito já calejado pelo padrão atual. Vai me dizer que você nunca ouviu ninguém falando do comercial das “Gordinhas da Dove”

“Fale com sua filha antes que a industria da beleza fale”

Outro link para o mesmo vídeo, caso esse não abra: http://www.youtube.com/watch?v=epOg1nWJ4T8&feature=player_embedded

Hoje,  por indicação da querida @Samegui, fui com as crianças ao evento de lançamento do novo desenho animado do Discovery Kids “Meu Amigãozão”.

Como aqui em casa a gente praticamente paga TV somente por causa desse canal (Ai de quem mexer no controle enquanto eles estão milagrosamente parados e prestando atenção, dançando ou cantando com a TV), resolvi arriscar o passeio. Se você é mãe, sabe que toda mãe é um ser naturalmente bitolado e eu não fujo a regra, então, sempre evitei ao máximo locais públicos com as crianças até 1 ano e meio de idade, sabe como é, baixa imunidade, H1N1, vacinas a tomar, trocador publico, enfim,  não rola.   #ignora e #todamaeelouca

Bom, sobre o desenho fiquei surpresa ao descobrir que essa nova animação é de produção nacional. Assim como as Princesas do Mar criadas por Fábio Yabu, “Meu Amigãozão” é de criação nacional. Andrés Lieban, da produtora carioca 2DLab é o responsável. Não sei vocês, mas adoro dar preferência a criações nacionais, ainda mais num pais como nosso machista latino onde a arte é pouco valorizada. Fico muito feliz com o sucesso das produções brasileiras feitas para o publico infantil.

O evento de lançamento foi feito no Espaço São Paulo e foi muito gostoso. Comidinhas, guloseimas e monitores atenciosos. Estavam presentes Astrid Fontenelle (o filho dela era uma simpatia só), Gigi Monteiro  e eu acho que eu vi o Yudi do Bom Dia e Cia, não tenho muita certeza, porque esse corte de cabelo tipo Justin Bieber me deixa confusa, não sei direito nem se o ser com esse corte é menina ou menino. #toficandovelha

O único porém foi o Samuel, acho que ele nunca tinha visto tantas crianças juntas, o que o deixou assustado.

E ele, o sempre sorridente e simpático Gôdi  teve a ultima reação que eu podia esperar dele, agressividade. Não brincou com as outras crianças, grudou no potinho de gelatina e fez um show quando eu o tirei de sua mão depois que ele resolveu limpar a boca na camisa BRANCA de um rapaz sentado na nossa frente.

Ele tem 1 ano e 2 meses e  até então os seus fins de semanas eram reservados para visitar avós, padrinhos e afins e não dedicados a passeios a lugares que ele não conhece. E essa mudança na sua rotina com certeza foi fator de estresse. Eu sei que ficar dentro de casa não está com nada, que criança tem que passear, conhecer e conviver, blá, blá, blá… mas eu não havia feito isso até agora. Por isso fica a dica: Façam passeios regulares com seus filhotes mesmo ainda bebês. Isso estimula o desenvolvimento da criança e evita que você tenha que ir  embora antes do fim da festa.

Essa semana uma pessoa me chamou de feminista. O que na hora me deixou indignadissima.

Sempre tive a visão de que feminista é aquela mulher de cabelo curto, sem maquiagem, que nunca se casou, e que queima sutiãs em praça publica.

E eu sou super vaidosa, valorizo a família tradicional (pai+mãe+filhos+bicho de estimação), acredito no lar como porto seguro, e jamais queimaria meus sutiãs (os que me servem pelo menos).

Para mim ou pra você, mulher, brasileira, de até 35 anos de idade, que mora em um grande centro, e que teve acesso fácil a educação, saúde e saneamento básico, esse é um comportamento absurdo e sem razão.
Nascemos e a mulher já podia votar, trabalhar fora, ter opinião, usar a maquiagem, o cabelo e a roupa que quiser. Nunca precisamos brigar por esses direitos.

Muito pelo contrario, hoje em dia brigamos para não ser essa super mulher que nos foi deixada de herança: A Mulher Alpha, a que trabalha fora, ganha bem, é bem relacionada, é uma boa mãe, uma excelente dona de casa e ainda, tem um IMC abaixo da média, cabelos sedosos e pele de pêssego.
Ou seja, brigamos para não ser essa MULHER IMPOSSIVEL. Por que venhamos e convenhamos, ninguém que tem um corpo só e vive num dia de 24 horas consegue excelência em todas as áreas. Você pode manter um equilíbrio em todas as áreas, mas ser a master em tudo simplesmente não dá. É humanamente impossível. Temos que brigar contra essa mulher modelo que nos é imposta. Temos que lutar pela mulher POSSIVEL, aquela que sim, faz tudo isso. Mas, que é master  em uma, duas ou nenhuma dessas coisas.

Por sugestão da editora do Bolsa de Mulher no Twitter @bolsademulher, cheguei ao vídeo abaixo. Nele a escritora e ativista Isabel Allende fala sobre mulheres, criatividade, a definição de feminismo e, claro, sobre paixão, paixão, paixão e paixão.

O Vídeo tem 18 minutos, mas vale cada um deles. Espere um pouco para carregar e Clique em “View subtitles”  e escolha Portuguese (Brasil)

Foi graças as feministas sem vaidade e piromaniacas, que hoje eu posso escrever esse blog.
Posso OPTAR em cuidar dos meus filhos, posso usar esmalte azul, posso dirigir o meu carro, posso abrir a minha empresa e posso usar minissaia.

A partir de agora vou ficar orgulhosa se for chamada de feminista

APP

bjomefeed

“Toni Ebdon colocou excesso de produção à venda na internet.
Homens são maioria na lista de clientes da jovem mãe.

 

Toni Ebdon, de 26 anos, produz tanto leite que seu pequeno David não consegue acompanhar o ritmo da mãe. A inglesa de Devon então decidiu levar a sério os conselhos de uma amiga: vender o leite pela internet.

O negócio está indo bem e a mulher já tem uma lista de clientes fieis, em sua maioria homens adultos. Eles alegam que o leite materno faz bem para a saúde. Toni vende cada 237 ml de leite por 15 libras, algo como R$ 40.

“Esperava que outras mães me procurassem, mas a maioria dos meus clientes é formada por homens”, disse a inglesa ao jornal “Daily Mail”. “Não faço muitas perguntas sobre o motivo deles comprarem meu leite, só os encontro pessoalmente quando tenho que entregar o produto”.

Toni continuará com o negócio até seu leite secar por completo.”

Fonte: G1

 E eu doando 1,5l por semana para o hospital, durante quase 6 meses…
Olha só a grana que eu perdi!

Brincadeiras à parte doação de leite materno é muito importante e pode salvar vidas.

Eu ja falei aqui que eu doei leite amentando a Maria Luiza.
Se você estiver amamentando e com leite sobrando acesse o site Aleitamento.com e veja como e onde doar. Você pode salvar uma vidinha.
A não ser que você tenha uma veiazinha “turca” como a moça acima.

Esse bebê lindo, já a chutando bola e quebrando vidraça…
Não me canso de falar que o tempo é cruel

#ignora e #babomesmo

© 2010 De Repente: Mãe. Dicas, relatos e bom humor Suffusion WordPress theme by Sayontan Sinha
Copy Protected by Chetan's WP-CopyProtect.